Trair é tradição. E com molecagem é mais fácil ainda

Saber sair e entrar nos lugares é fundamental para uma convivência digna. Isso também deveria acontecer na política, mas não é o que ocorre. Nesta semana, o deputado estadual Breno Albuquerque anunciou a sua saída do PRTB. O fato não pegou o partido de surpresa. Desde o ano passado, a sigla tenta cobrar uma dívida do deputado no valor de R$ 41 mil. O PRTB fez investimentos na candidatura do parlamentar, que garantiu um cargo na Assembleia.

Depois, sequer passou a contribuição partidária, que é garantida por lei. Para alguns políticos, traição é tradição. Breno saiu do partido batendo a porta acusando o primeiro que encontrou na frente por divergências. Se a tradição é trair, Albuquerque começou bem sua carreira. Ele é filho de Dudu Albuquerque, ex-deputado que tem extensa ficha na justiça.

Em 2017, o ex-parlamentar foi ouvido na sede da Polícia Federal (PF) para prestar esclarecimentos sobre a suspeita de participação em um esquema criminoso que desviou mais de R$ 150 milhões de recursos da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE-AL). Após prestar depoimento, ele alegou ser inocente.

No Tribunal de Justiça, Dudu Albuquerque foi acusado de praticar corrupção ativa, por oferecer 100 mil reais a um Agente de Polícia Civil (PC), para que seu primo-irmão, Carlos Albuquerque, indiciado pelo crime de homicídio, fosse beneficiado nas investigações, e depois ainda prometer mais 50 mil para que não tivesse a prisão do primo decretada.

Dá para ver que Breno Albuquerque pode ir bem longe, se seguir os passos do pai.

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