Collor espera 1265 dias para depor e permanece calado durante interrogatório

Durou mais de uma hora o interrogatório do ex-presidente da República e senador Fernando Collor (Pros-AL) na manhã desta quarta-feira, 13, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em agosto de 2015, o senador foi o primeiro denunciado, por, supostamente, ter recebido quase R$ 30 milhões de propina da BR Distribuidora. Collor se tornou réu 735 dias depois, nos 22 de agosto de 2017, quando o Supremo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e comando de organização criminosa na Operação Lava Jato.

Nesta quarta-feira, 1265 dias depois, a audiência conduzida por um juiz designado pelo ministro Edson Fachin, relator do processo, ocorreu a portas fechadas. Ao final, Collor e a advogada criminalista Livia Novak deixaram o local por acesso privativo sem falar com a imprensa.

Segundo delatores ouvidos pelo Ministério Público, o senador recebeu mais de R$ 20 milhões em propina para facilitar contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.
Os supostos pagamentos reparados pelo doleiro Alberto Youssef, seu auxiliar, Rafael Ângulo e pelo dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, foram feitos entre 2010 e 2014.
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