Braskem é a Chernobil de Maceió, diz ativista político

A Braskem começou a ser comparada com a usina nuclear de Chernobil, que, em 1986, ocasionou uma catástrofe na antiga União Soviética. Segundo o ativista Bekman Amorim, que divulgou vídeo nas redes sociais, os tremores de terra e rachaduras no Pinheiro foram e estão sendo ocasionados pela extração de salgema, atividade realizada pela Braskem, empresa controlada pela Organização Odebrecht.

“A verdade está sendo mascarada e colocada debaixo dos tapetes. O que está acontecendo no Pinheiro, todo mundo já sabia que ia acontecer. Era uma bomba prestes a explodir. Uma bomba que bateu nas portes dos moradores do Pinheiro. Toda a imprensa se calou porque está comprada. Os geólogos do país são incompetentes e desequilibrados. Deveriam chamar os geólogos holandeses, os mais preparados e qualificados”, disse.

Amorim disse ainda que “quando se fala da Braskem, todo mundo se esconde”. “A Braskem é a prova real de irresponsabilidade. Nossos amigos do Pinheiro estão sendo vítimas de mais uma atrocidade que acontece no país, do mesmo jeito que aconteceu em Chernobil. Todo mundo sabia dos perigos e da situação da usina de Chernobil”.

“Alagoas, o Brasil e Maceió não quer mais a Braskem. Não mais a Odebrecht da corrupção. Acorda Alagoas. Hoje é o Pinheiro, amanha pode ser toda Maceió”, concluiu. O desastre de Chernobil foi um acidente nuclear catastrófico que ocorreu em 26 de abril de 1986 na central elétrica da Usina Nuclear de Chernobil, então na República Socialista Soviética da Ucrânia, que estava sob a jurisdição direta das autoridades centrais da União Soviética.

Uma explosão e um incêndio lançaram grandes quantidades de partículas radioativas na atmosfera, que se espalhou por boa parte da União Soviética e da Europa Ocidental.  O desastre é o pior acidente nuclear da história em termos de custo e de mortes resultantes, além de ser um dos dois únicos classificados como um evento de nível 7 (classificação máxima) na Escala Internacional de Acidentes Nucleares.
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