Derrotado nas urnas, Lessa diz que MP e Judiciário não têm limites:” Há pilantras lá”

Mesmo após ser derrotado nas eleições deste ano, o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) ainda continua relembrando os fatos que desvirtuaram suas campanhas políticas nas eleições passadas.

Durante uma sessão plenária na casa realizada ainda na semana passada, o parlamentar fez questão de expor os episódios que ele classifica como injustos.

Antes disso, criticou o MP e o Judiciário, alegando que ambos estão impondo uma suposta ditadura, por não possuir limites para os abusos de autoridades. Ele acredita que há setores desses órgãos que se acobertam da falta de limites colocadas pela Constituição e pediu aos colegas que discutissem mais o assunto na casa.

“ Nós ficamos reféns deles. Quem tem que fazer as leis somos nós, esta Casa e o Congresso. Do mesmo jeito que aqui há uns pilantras, como há em todo lugar, também há pilantras lá. Imaginem se a maioria deles for pilantra! Como vamos fazer? Esse é um aspecto terrível”, argumentou.

Em sua fala, justificou a reclamação dizendo que no pleito eleitoral de 2012 retiraram sua candidatura numa quinta-feira, cerca de  72 horas antes das eleições. Lessa disse que não havia mais tempo de recorrer ao TSE naquela situação.

Já este ano, ele refutou a decisão judicial que o tirou do pleito a poucos dias das eleições. . “Tiveram a coragem de colocar o Ministério Público para denunciar e a Justiça Eleitoral de Alagoas para receber e tipificar como crime de ficha suja uma acusação de calúnia, que todo mundo sabe que não é crime de improbidade e não pode ser assim tipificada”, reclamou.

Ainda sem citar nomes, o ex-governador de Alagoas disse que “eles” atingiram o objetivo esperado, de gerar dúvida, deixando a população sem saber se ele seria candidato ou não e, por fim, de vê-lo derrotado.

Em seguida, o parlamentar conta que o TSE mandou registrar a candidatura, e depois o Supremo o absolveu do suposto crime, já que a vítima, Teotônio Vilela, deu uma declaração por escrito dizendo que não se sentiu ofendido com a ação.

Após relatar o caso, ele novamente fez uma crítica aos órgãos públicos e disse que entender que o objetivo deles tinha sido alcançado com as acusações.

“O que se pode fazer em relação à Justiça Eleitoral? Representá-los ao Conselho? E aquela senhora que é representante do Ministério Público? Ela sabia que estava errada. Eles estudaram Direito e sabiam que estavam agindo de forma errada. Não há nenhum limite para eles. Não há punição para esse pessoal”, prosseguiu.

Por fim, Lessa, que não conseguiu se reeleger para o cargo, encerrou o pronunciamento agradecendo aos colegas pelo convívio no parlamento, já que está a pouco mais de um mês para deixar o cargo.

Em seu discurso disse que deseja voltar na Câmara de alguma forma e que espera ter honrado os votos que os eleitores concederam até aquele momento. “Não me afastei um milímetro dos meus pensamentos”, finalizou.

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