Em mesmo discurso, suplente de deputado estadual diz que Emanuella Moura é vagabunda

Do impresso- A visita da prefeita de Barra de Santo An­tônio Emanuella Moura (PSDB) em São Luís do Quitunde causou a ira da Fa­mília Cavalcanti. Emanuella, que é esposa do ex-prefeito de Paripueira Abrahão Moura e mãe da candidata a deputada estadual Cibele Moura, foi até o município propagar ofensas durante comício.

Disse que não entendia a falta de infraestrutura de São Luís do Quitunde, já que a cidade receberia os mesmos recursos de outros municípios. Falou que a diferentemente da Família Cavalcanti, a Família Moura nunca esteve envolvida em escândalos e que a cidade precisava fazer uma revolução política.

As declarações revoltaram o suplente de deputado estadual Cícero Cavalcanti (MDB), pai da prefeita de São Luís do Quitunde Fernanda Cavalcanti (MDB) e da candidata a deputada estadual Flávia Cavalcanti (PRTB). Como troco, Cícero Cavalcanti engrossou o discurso contra a Família Moura.

Em um dos vídeos que circula pelas redes sociais mostra Cavalcanti fazendo acusações contra Abrahão Moura. ‘Você é o maior lobista que tem na Prefeitura de Maceió”. Ele disse ainda que Abrahão usa o nome de Guilherme Palmeira, pai de Rui Palmeira, para pedir dinheiro.

“Você me disse várias vezes que fazia shows para tirar dinheiro da Prefeitura de Paripueira”, destacou. “Ladrão, vagabundo. Não fez nada por Paripueira”, finalizou. Em outro trecho de vídeo, Cícero Cavalcanti vai além e rebate o discurso de Emanuella Moura.

Chamou ela de “vagabunda” e disse ter pena de Cibele Moura, filha do casal, que tenta uma vaga como deputada estadual. “Estou aqui esperando você, Abrahão. Você e a vagabunda da sua mulher. Venham para cá. Tenho pena da sua filha. Se for seguir o seu caminho, coitada!”

Casal da corrupção deverá ressarcir os cofres públicos

Em consulta aos procedimentos investigativos instaurados pelo Ministério Público Estadual (MPE), é possível ver que o ex-prefeito de Paripueira, Abrahão Moura, não resiste a uma semana de investigação.

Num trabalho sério pelo cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e das Licitações, ele e a esposa, Emanuelle Moura, teriam que devolver muito dinheiro aos cofres públicos e correriam o risco de ser presos por improbidade.

O levantamento revela que o MPE recomendou a instauração de dez procedimentos investigativos contra Abrahão Moura, sendo a maioria por “dano erário”. Uma forma técnica de o MPE dizer que há suspeita do desvio de dinheiro público ou da aplicação de forma ilegal de recursos do Município.

No entanto, Abrahão Moura ainda aparece em mandado de segurança, notícia do fato e inquérito civil. Nos casos de Abrahão Moura, apenas o mandado de segurança se refere ao exercício de 2018. Os demais procedimentos são de 2017.

Contra Emanuelle Moura há dois procedimentos, sendo um procedimento preparatório por enriquecimento ilícito, instaurado em maio deste ano, e outro que trata de imbróglio com a imprensa.

De olho no poder

Não faltam piadas na internet sobre a Família Moura. Em vídeo que circula nas redes sociais, uma montagem faz sátira a candidata a deputada estadual Cibele Moura (PSDB). O vídeo reproduz uma entrevista que ela concedeu a um programa local falando sobre seus pais e sua vontade de fazer política.

O vídeo é cortado a cada resposta com a inserção de algum meme famoso na internet. Todos rindo das declarações da filha de Abrahão e Emanuella Moura. Cibele diz que sofre preconceito por ser de família envolvida na política.

“Não tenho experiência de cargo público. Nunca estive à frente da Prefeitura e do Poder Legislativo ou algo do tipo. Mas dá política não tenho como fugir. Estou na política de Paripueira desde os 10 anos de idade”, disse. Tal afirmação, segundo o vídeo, não passa de uma mentira.

“Alguns dizem que só estou entrando na política por causa dos meus pais. Não. Entrei porque eu gosto de política. Quero fazer diferente. Filho de político é muito criticado. É visto como alguém que está entrando para fazer as mesmas coisas que os pais. Vou ser sincera, eu quero fazer as mesmas coisas”. Após essa declaração, aparece a cena de um homem chorando desesperado.

“Dependo principalmente das pessoas de Paripueira”, finalizou sobre sua caminhada à Assembleia.

 

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