Tarô de rua: Taróloga goiana desembarca em Alagoas para resgatar tradição

A taróloga goiana, Aradia Cali chegou em solo alagoano há 20 dias. Na capital, ela espera recuperar a tradição cigana de atender clientes no espaço público, atendendo não só em português, mas em espanhol, fracês e inglês. Ela Chegou a Maceió, depois de passar pela praia de Tambaú (João Pessoa) e pelo Pelourinho (Salvador). Foi na orla da Pajuçara que encontrou sua base. Todos os dias ela estende seu banner em frente ao Pavilhão de Artesanato e começa os atendimentos.

A leitura do Tarô,  é realizada através do método usado de Marselha na Espanha. São 78 cartas, divididas no que titulam de 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores. Arcano é uma palavra que em si mesma significa “segredo” ou “aquilo que será revelado”. Se em um princípio o Tarô foi apenas um jogo ou uma espécie de brincadeira logo foi convertido em um instrumento de previsão do futuro, isto é, a sua função passa a ser oracular.

Aradia Cali é seu nome espiritual e de taróloga. Por isso mesmo, acredita que o Tarô além de ser uma técnica aprendida em cursos e livros é principalmente energia e dom que somados à experiência se potencializam. Apesar de afirmar que não possui raízes ciganas, Cali recupera a maneira desse povo de colocar o oráculo. Ela também fala, que a sua leitura é uma mistura de Tarô adivinhatório e terapêutico.

No Brasil, e agora no Nordeste, diz que tem tido a felicidade de fazer um perfil e estilo de tarô que mais gosta: tarô de rua é a vida como ela é. Para uma sagitariana e nômade, fala que a rua é uma grande escola, a rua é uma segunda casa. Por isso mesmo, seus clientes são tão variados. Cali ressalta, que ser taróloga é mais que uma profissão, diz que nasceu para isso, é sua missão de vida.

Além de jogar cartas nas ruas, dá oficinas, faz atendimentos em um restaurante vegetariano na Jatiúca e também consultas de Tarô online.

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