PGR e STF podem anular delação que cita Collor e Renan Calheiros

Outro acordo de delação premiada expõe riscos à credibilidade do método amplamente utilizado pela Lava Jato para obter informações nas investigações. A Procuradoria-Geral da República analisa, agora, se pede a suspensão da colaboração de Carlos Alexandre de Souza Rocha, por suspeita de que ele cometeu crimes após fechar o acordo com os investigadores.
A delação é a que menciona repasses do doleiro Alberto Yousseff aos senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Fernando Collor de Mello (PTC-AL), Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e ao deputado Nelson Meurer (PP-PR).
As acusações contra Aécio e Randolfe já haviam sido arquivadas pelo STF por suposta falta de indícios para as investigações. Já contra Renan e Collor, a apuração seguia. E o deputado Meurer chegou a ser acusado pela PGR por receber R$ 4 milhões de caixa dois, tendo sua denúncia absolvida pelo STF, também por falta de comprovações.
De acordo com a Procuradora-Geral Raquel Dodge, há indícios graves de que o delator cometeu ilícitos após a negociação de colaborar com o Ministério Público Federal (MPF). Conhecido como Ceará, ele está preso desde maio deste ano por suspeita de esquema de lavagem de dinheiro de tráfico internacional de drogas.
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