Deputado critica política de venda do etanol no país: ” Não faz sentido”

A notícia veiculada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que proíbe o produtor de vender o etanol diretamente aos postos de combustíveis, gerou descontentamento para empresários e integrantes do poder legislativo de Alagoas. Um deles, o vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Francisco Tenório (PMN), usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Alagoas nesta terça 19, para defender que as usinas produtoras de etanol sejam autorizadas a comercializar seus produtos diretamente com postos de combustíveis.

Ele lembrou apesar de Alagoas ser um grande produtor de etanol, possui um dos combustíveis mais caros do país e que por isso não faz sentido pagar mais caro pelo produto.

“As usinas vendem o etanol aos atravessadores, indicados pela ANP, que levam o produto da usina até a distribuidora num caminhão e lá trocam de nota, encaminhando o produto a um posto de combustíveis  para que este possa vender ao consumidor”, criticou o deputado, explicando como funciona o processo de comercialização.

Para o deputado, essa política de venda de provoca, o encarecimento do etanol, o congestionamento de caminhões nas estradas; além de um maior gasto com óleo diesel, encarecendo ainda mais o produto final.

Atualmente ocorre um movimento nacional,  para que as usinas produtoras de etanol sejam autorizadas a comercializarem seus produtos diretamente aos postos de combustíveis, com o objetivo de revender ao consumidor.

O parlamentar lamentou que, na semana passada, o presidente da República, Michael Temer,  tenha jantado na casa de Rubens Ometto, considerado um dos grandes controladores destas distribuidoras de combustíveis. “Fica a preocupação com o lobby montado pelas grandes distribuidoras para manter este estilo de comércio prejudicial a população brasileira. É preciso que os parlamentos se levantem contra isso e exija que se tenha uma liberdade comercial”, concluiu.

Em aparte, o deputado Bruno Toledo (PROS) parabenizou o pronunciamento e destacou o caráter danoso do monopólio na distribuição de etanol. “Esta atitude eleva os preços e prejudica o consumidor. É preciso que o Congresso Nacional se mobilize e corrija este contrassenso desta resolução da ANP”, disse.

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