OAB decide se advogado preso pela PF deverá perder a função

Os advogados Augusto Granjeiro e Júlio Cesar da Silva Castro foram presos na cidade de Marechal Deodoro durante operação realizada pela Polícia Federal (PF) por exploração de prestígio.

O advogado Augusto Granjeiro

O caso aconteceu em 2015. Três anos depois, Augusto Granjeiro volta às páginas da imprensa.

Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), Granjeiro é alvo de um procedimento que tramita no Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da entidade, que pode levar a perda da sua função.

Claro que a entidade mantém sigilo o procedimento que foi aberto e é conduzido por colegas de profissão do advogado que foi preso.

O caso

Os dois advogados foram presos em flagrante por exploração de prestígio pela Polícia Federal no município de Marechal Deodoro com R$ 100 mil.

Granjeiro seria procurador do município de Marechal Deodoro, e Cesar, um dos advogados do casal Janadaris e Sérgio Sfredo, suspeitos de mandar matar um advogado na Praia do Francês em março de 2014.

Léo Denisson, o Cinquentinha

Em depoimento, Granjeiro citou o nome do juiz de Marechal, Léo Denisson, mais conhecido pela imprensa como Léo Cinquentinha.

De acordo com o delegado Gustavo Gatto, da PF, o caso foi denunciado pelo próprio casal, que estava preso no quartel do Corpo de Bombeiros no bairro do Trapiche, aguardando julgamento.

Eles contaram que o advogado deles teria solicitado R$ 200 mil, alegando que repassaria esse dinheiro ao procurador para soltá-los. O valor seria pago em duas parcelas.

Léo Denisson estaria ciente da transação e seria um dos beneficiados.

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